terça-feira, 11 de novembro de 2008
Pessoal, frequentemente irei publicar gráficos que possuo e quem tiver pode me mandar através de e-mail para que eu também os publique.
Bjus,
Ana
Postado por Ana Paula às 07:45 0 comentários
terça-feira, 9 de setembro de 2008
DEZ MANEIRA DE AMAR A NÓS MESMO

1 - Disciplinar os próprios impulsos.
2 - Trabalhar, cada dia, produzindo o melhor que pudermos.
3 - Atender aos bons conselhos que traçamos para os outros.
4 - Aceitar sem revolta a crítica e a reprovação.
5 - Esquecer as faltas alheias sem desculpar as nossas.
6 - Evitar as conversações inúteis.
7 - Receber o sofrimento o processo de nossa educação.
8 - Calar diante da ofensa, retribuindo o mal com o bem.
9 - Ajudar a todos, sem exigir qualquer pagamento de gratidão.
10 - Repetir as lições edificantes, tantas vezes quantas
se fizerem necessárias, perseverando no aperfeiçoamento
de nós mesmos sem desanimar e colocando-nos a
serviço do Divino Mestre, hoje e sempre.
André Luiz
André Luiz / Chico Xavier
Postado por Ana Paula às 09:02 0 comentários
quarta-feira, 3 de setembro de 2008
ACREDITE EM VOCÊ

Se o mundo lhe virou as costas,
continue caminhando...
Pois encontrarás um novo sentido.
Não podemos mudar o ontem, desconhecemos o
amanhã, mas devemos liderar o hoje.
Quanto mais se procura, mais se encontra,
não tenha medo em chorar pelo que vê,
não tenha medo de lutar por você.
Não desista da virtude,
não desista da busca,
não desista das descobertas,
não desista da força que o(a) cura.
Recicle os sentimentos de angústia e ódio,
transformando-os em algo puro e sóbrio.
Use-o de forma sábia modificando sua vida e esperando que
os demais os sintam.
Não entorpeça sua alma com os acontecimentos,
deixe-a respirar para que possa continuar vivendo,
não dificulte e não se esconda em qualquer lugar,
apenas aguarde, pois a esperança virá lhe resgatar.
Pense em algo que lhe faça bem,
procure a paz que existe dentro de você,
mas jamais se entregue ou desista de viver.
A entrega não seria o correto, pois o fraco(a) não
poderia sobreviver, e este(a) com certeza não seria
você."
"ACREDITE EM VOCÊ!"
Postado por Ana Paula às 11:19 0 comentários
O ELOGIO DA ABELHA

Grande mosca verde-azul, mostrando envaidecida as asas douradas pelo Sol, penetrou uma sala e encontrou uma abelha humilde a carregar pequena provisão de recursos para elaborar o mel.
A mosca arrogante aproximou-se e falou, vaidosa:
- Onde surges, todos fogem. Não te sentes indesejável? Teu aguilhão é terrível.
- Sim – disse a abelha com desapontamento -, creia que sofro muitíssimo quando sou obrigada a interferir. Minha defesa é, quase sempre, também a minha morte.
- Mas não podes viver com mais distinção e delicadeza? – tornou a mosca – por que ferretoar, a torto e a direito?
- Não minha amiga – esclareceu a interlocutora -, não é bem assim. Não sinto prazer em perturbar. Vivo tão-somente para o trabalho que Deus me confiou, que representa benefício geral. E, quando alguém me impede a execução do dever, inquieto-me e sofro, perdendo, por vezes, a própria vida.
-Creio, porém, que se tivesses modos diferentes... se polisses as asas para que brilhassem à claridade solar, se te vestisses em cores iguais às minhas, talvez não precisasses alarmar a ninguém. Pessoa alguma te recearia a intromissão.
- Ah! Não posso despender muito tempo em tal assunto – alegou a abelha criteriosa. – O serviço não me permite a apresentação exterior muito primorosa, em todas as ocasiões. A produção de mel indispensável ao sustento da nossa colméia, e necessária a muita gente, não me ofereces ensejo a excessivos cuidados comigo mesma.
- Repara! – disse-lhe a mosca, desdenhosa – tuas patas estão em lastimável estado...
- Encontro-me em serviço – explicou-se a operária humildemente.
- Não! não! – protestou a outra – isto é monturo e relaxamento.
E limpando caprichosamente as asas, a mosca recuou e aquietou-se, qual se estivesse em observação.
Nesse instante, duas senhoras e uma criança penetraram o recinto e, notando a presença da abelha que buscava sair ao encontro de companheiras distantes, uma das matronas gritou, nervosa:
- Cuidado! cuidado com a abelha! Fere sem piedade!...
A pequeninha trabalhadora alada dirigiu-se para o campo e a mosca soberba a exibir-se, voando despreocupada.
- Que maravilha! – exclamou uma das senhoras.
- Parece uma jóia! – disse a outra.
A mosca preguiçosa planou... planou... e, encaminhando-se para a copa, penetrou o guarda-comida, deitando varejeiras na massa dos pastéis e em pratos diversos que se preparavam para o dia seguinte. Acompanhou a criança, de maneira imperceptível, e pousou-lhe na cabeça, infeccionando certa região que se achava ligeiramente ferida.
Decorridas algumas horas, sobravam preocupações para toda a família. A encantadora mosca verde-azul deixara imundície e enfermidade por onde passara.
Quantas vezes sucede isto mesmo, em plena vida?
Há criaturas simples, operosas e leais, de trato menos agradável, à primeira vista, que, à maneira da abelha, sofrem sarcasmos e desapontamentos por bem cumprir a obrigação que lhes cabe, em favor de todas; e há muita gente de apresentação brilhante, quanto a mosca, e que, depois de seduzir-nos a atenção pela beleza da forma, nos deixa apenas larvas da calúnia, da intriga, da maldade, da revolta e do desespero no pensamento.
Francisco Cândido Xavier, Da obra: Alvorada Cristã. Ditado pelo Espírito Neio Lúcio.
Postado por Ana Paula às 11:06 0 comentários
DESCE PARA AJUDAR
Fácil é buscar os recursos da subida, embora muitos se desencantem ao primeiro contato com o pedregulho da montanha íngreme... É sempre doce planejar a ascensão e amealhar recursos para a acidentada viagem.
Promessas, abraços, carinhos são prazeres acessíveis a todos...
Entretanto, quão poucos se lembram de “descer para ajudar”! Quão raros os corações que aprendem a apagar temporariamente a colorida lanterna dos próprios sonhos, a fim de estenderem braços amigos aos que se debatem na sombra do vale ou no lodo escuro do pântano!
Todos sabem que há ignorância, dor e miséria, onde as trevas se aninham, mas dificilmente alguém se recorda de acender alguma claridade para os que, ainda, de muito longe, lhe seguem os passos.
– Não posso! – dizem uns.
– É pecado! – clamam outros.
– Não devo – respondem muitos.
No entanto, Jesus desceu e amparou-nos; renunciou à sublimidade dos anjos e conviveu com os homens; obscureceu a própria refulgência divina e abraçou os pecadores e os transviados na senda terrestre.
Caridade! Caridade! Não estarás ao pé das chagas que agonizam, dos trapos que choram, dos gemidos que não têm voz? Não viverás pelos braços dos justos, amenizando os padecimentos dos que se projetaram no desfiladeiro da expiação ou no berço dos que renascem sob o temporal das lágrimas no abandono e na indigência?
É por isso que o Mestre, em nos buscando na Terra, fez-se o servidor de todos...
Se tens, pois, na realidade, um coração corajoso, saberás descer com Ele, ajudando e ensinando, levantando e servindo, à maneira do lírio puro que desabrocha no charco sem contaminar-se, convertendo o inferno das criaturas em paraíso do bem para a glorificação do Supremo Senhor.
pelo Espírito Agar - do livro Cartas do coração. Psicografia de Francisco Cândido Xavier
Postado por Ana Paula às 11:00 0 comentários
NOSSA VIDA

Que o suceder de nossa vida não seja apenas um aglomerado,um passar de dias ociosos, fúteis, vazios de significado.
Qua a cada hora de nossa vida seja o agradecimento da oportunidade que nos está sendo dada.
Não importa a situação que ocupemos nesta vida na Terra:o grande executivo, o simples operário, a criatura humilde que passa despercebida de todos.
Temos o nosso papel de importância máxima no desenrolar da vida.
Não usemos a palavra como punhal para ferir,retalhar e destruir corações, causando mágoas, ódios e ressentimentos.
Que a nossa palavra seja o bálsamo para aliviar a opressão, a tristeza, a escuridão que tantas vezes oprime os corações.
Que tal oportunidade não se perca ante tantas ilusões, tantas distrações no caminho!
Semeemos enquanto caminhamos;sejamos generosos de amor,de sorrisos, de compreensão.
A conquista do reino espiritual nos dá a paz, a alegria imorredoura, a certeza de que jamais estaremos sós.
Façamos a nossa escolha,portanto, para começo o equilíbrio, o comedimento das emoções e a fé inabalável de que o Cristo é por nós, agora e sempre.
Palavras da Irmã Scheilla...
Postado por Ana Paula às 10:56 0 comentários
TRABALHANDO

Maria Dolores
Se erraste em alguma ofensa
Sem o perdão do ofendido,
Foge às mágoas sem sentido,
Não percas tempo chorando...
Dá novo proveito às horas,
Não discutas, nem descanses,
Para sanar esses lances
Pede perdão, trabalhando...
Se alguém te armou “mau olhar”,
Induzindo-te à tristeza,
Dando-te angústia e incerteza,
Apesar do gesto brando,
Recorda que, neste mundo,
É fácil achar pessoa
De alma rude e fala boa
E prossegue trabalhando...
Se alguém que amas te deixa,
Sem pensar no compromisso
De fé, amor e serviço
Vendo-te a dor aumentando
Não reclames, nem reproves;
Acende-lhe a luz da prece,
Serve mais! ...Desculpa e esquece,
Mas esquece , trabalhando...
Sobre a Terra, tudo passa,
Não só o fel que te enlaça,
Outros sorvem fel na taça
Da prova em que estão lutando...
Jesus nos guarda e nos guia...
Alma irmã, alma sincera,
Jesus também nos espera,
Mas espera trabalhando!...
Postado por Ana Paula às 10:54 0 comentários
Viva como as Flores

-Mestre, como faço para não me aborrecer?
Algumas pessoas falam demais, outras são ignorantes.
Algumas são indiferentes. Sinto mau sentimento das que são mentirosas. Sofro com
as que caluniam.
-Pois viva como as flores!, advertiu o mestre.
-Como é viver como as flores? Perguntou o discípulo.
-Repare nestas flores, continuou o mestre, apontando lírios
que cresciam no jardim. Elas nascem no esterco, entretanto são puras e
perfumadas. Extraem do adubo malcheiroso tudo que lhes é útil e
saudável, mas não permitem que o azedume da terra manche o frescor de
suas pétalas.
É compreensivel angustiar-se com as próprias culpas, mas não é
sábio permitir que os vícios dos outros o importunem. Os defeitos deles
são deles e não seus. Se não são seus, não há razão para aborrecimento.
Exercite, pois, a virtude de estirpar todo mal que vem de fora.
-Isso é viver como as flores!
Com um abraço do amigo Nelson Pires do Guardiões da Luz.
Uma historia de respeito com Voce.
Postado por Ana Paula às 10:26 0 comentários

No Rio de Janeiro, pequeno grupo de companheiros, no culto da assistência, entrou no presídio da Rua Frei Caneca.
Distribuição de lembranças e guloseimas.
Passando por determinada cela, D. Almira Barbosa ouve a voz de um encarcerado:
- Madame, quer arranjar-me um cigarro, por favor?
D. Almira volta-se para ele e começa a doutrinar.
Diz-se habituada aos serviços da saúde, fala dos prejuízos do fumo, comenta os imperativos da higiene, explana sobre as despesas trazidas pelo hábito de fumar e refere-se ao câncer do pulmão.
O preso observa a senhora, calmamente, dos pés à cabeça.
Quando termina, replica fleumático:
- Ora, madame, quem, neste mundo, está sem algum costume censurável? A senhora é assistente de saúde, eu sou sapateiro. Com certeza, não fuma; entretanto, tem belos sapatos "Luís XV", que lhe prejudicam a saúde. Já pensou nos perigos do salto alto? A senhora me desculpe, mas tanto erro eu com o cigarro reprovável quanto a senhora com o calçado inconveniente.
Espírito: Hilário Silva - Psicografia: Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira. Livro: A Vida Escreve.
Postado por Ana Paula às 10:24 0 comentários
Reflexão

Durante o inverno, os zoológicos alemães abrigam os seus animais em locais apropriados por causa do rigoroso frio trazido pela estação.
No início do inverno de 2006, ocorreu algo especial: um cisne negro do Zoológico de Muenster se apaixonou por um pedalinho em forma de cisne.
A ave não se separa da embarcação. Tal qual na história do patinho feio, que confundiu um pato de madeira com sua a mãe, o cisne negro persegue o pedalinho por aonde vai, imaginando ser ele uma fêmea da cor branca. Onde quer que esteja o barco, lá está o dedicado namorado fazendo par.
Faça sol ou faça sombra, o imponente cisne acompanha a sua “amada” por toda parte, sempre velando por ela.
Tanta devoção facilitou o trabalho da sua cuidadora e do diretor do zoológico que, guiando o objeto do seu desejo, atraíram o cisne apaixonado para o seu refúgio de inverno, enquanto passeavam no pedalinho pelo lago.
Não existe amor sem respeito, companheirismo, apoio e atenção.
Embora as necessidades da alma de cada pessoa sejam insondáveis e somente Deus conheça o coração do outro por inteiro, o ato de se dedicar a alguém encerra uma beleza inegável.
Os sentimentos alheios não são um brinquedo. Ninguém deve declarar compromissos afetivos que não queira ou não possa assumir. Nesta matéria, cada um costuma receber de volta aquilo que dá ao outro. Por isso, é fundamental respeitar as sutilezas do coração ao qual nos vinculamos.
É fácil condenar os outros em seus enganos afetivos. Seria melhor calar e tomá-los como lições para que nós próprios não venhamos a cair do mesmo modo. Neste tema, cada um tem as suas próprias quedas e decepções, podendo perceber, sem muito esforço, que não vale a pena julgar os outros.
Como podemos exigir a perfeição que estamos longe de possuir?
Quem despedaça corações realiza o oposto do amor, que trás integridade.
O amor não é um sentimento sem critérios. Não é uma obsessão. É paz. Não desperta sentimentos destrutivos nem perturba. Trás equilíbrio. Desperta, dentro de cada um, o que existe de melhor, de mais saudável e verdadeiro. Está identificado com a bondade, com a generosidade, com a compreensão.
O amor pode ser como um sol, que por dentro explode em atividade nuclear, para que o seu brilho seja possível. Sem luz, não há amor.
Somos tesouros no coração de Deus, que nos deu a faculdade de amar e também de guardar os outros dentro do nosso peito, sem, todavia tirar a sua liberdade. O amor libera em vez de encarcerar. Quanto mais livres nos sentimos, mais atraídos somos para quem nos ajudou a ser livres. Até mesmo para voar na companhia do outro, as asas devem estar soltas.
Tolice perguntar: e se o bumerangue não retornar? Ora, é porque era um bumerangue que não servia. Como confiar num bumerangue assim? Melhor que se vá, que siga o seu próprio caminho.
O Corcunda de Notre Dame amava a cigana Esmeralda. Seu coração simples, generoso e valente pulsava por ela, que não podia enxergar a beleza da alma do seu protetor, oculta sob um aspecto disforme.
A pequena sereia salvou a vida do príncipe, a quem igualmente dedicou o seu afeto. Penhorou a sua linda voz, o mais precioso bem que possuía, para poder ir ao encontro do amado. Mas ele não a reconheceu. Por fim, ofereceu a própria vida para salvá-lo de um outro naufrágio. Com esse gesto, foi elevada à região das almas nobres, aquelas capazes de amar com pureza e renúncia.
Não é o quanto amamos, mas sim a maneira que amamos que dá valor ao que sentimos.
O amor é um caminho para Deus. Aquilo que nos distancia do bem não é amor.
Quando amamos de verdade alguém, esse amor se revela em gentileza e bondade. Percebemos a beleza e o amor que existem à nossa volta, porque nos tornamos melhores e mais sensíveis. O amor é o oposto do egoísmo. Passamos a ver as pessoas como verdadeiramente são e a ouvi-las com mais interesse e paciência. Percebemos as pessoas como semelhantes a nós, nem melhores nem piores.
O amor nos modifica. Com ele, sabemos nos colocar mais facilmente no lugar do outro e compreender as suas necessidades.
O apóstolo Paulo nos lembra bem que todos os sacrifícios do mundo não são válidos sem amor. Por outro lado, tudo o que fazemos com amor, o menor gesto, torna o mundo melhor. Ainda que não sejamos compreendidos, não importa. O fundamental é amar.
O amor puro confere dignidade e nobreza a quem ama. Foi assim com o Corcunda da Catedral de Notre Dame, com a Pequena Sereia e com o cisne negro de Muenster. Porque o amor já vale por si.
* Emerson Aguiar é escritor e filósofo e vive em Zaragoza, Espanha.
Postado por Ana Paula às 10:19 0 comentários
sexta-feira, 27 de junho de 2008
PAI JAÚ
O GRANDE MARTIR DA UMBANDA
"Um apelido como qualquer outro" era a resposta que Euclides Barbosa dava quando lhe perguntavam de onde ou do que havia surgido o apelido Jaú.
Evitava falar de sua vida e das mulheres que sempre povoaram sua existência de alegrias e muitos dissabores. Apenas dizia que, como filho de Ogum, estava seguindo à risca os ensinamentos de seu pai.
De fato, o cidadão Euclides Barbosa, que ficou conhecido como Jaú, sempre foi um líder, desbravando territórios que ainda não haviam sido tocados por nenhum outro brasileiro.
Sua espiritualidade, como a de todos os seres que são contemplados com este tipo de missão, surgiu nos primeiros anos de sua vida, mas a visita a algumas benzedeiras da época retardou a explosão espiritual, que se deu após encerrar sua brilhante carreira como jogador de futebol.
"Sou uma pessoa que tem três pesos e três medidas: sou da raça negra, umbandista e corintiano."
Sábias palavras de quem tinha um parco conhecimento das letras, mas um infinito instinto de sobrevivência e de garra para não se deixar derrubar por nada neste mundo.
Suas façanhas no futebol foram cantadas em versos e prosa; a mais conhecida foi um jogo de vida e morte do "Coringão".
Jaú, em uma dividida de bola, acabou tendo um ferimento grave na cabeça. Sua presença era essencial para que o time conseguisse vencer o adversário.
Foi nesse instante que recebeu, pela primeira vez, uma mensagem espiritual, e a levou a sério.
Jaú estava deitado na maca, fora das linhas do campo, o médico dizendo ao técnico que ele não poderia voltar ao jogo, pois o sangue não parava de jorrar e, provavelmente, ele havia sofrido uma concusão cerebral; somente um milagre faria com que ele se levantasse. Quando olharam para o lado, Jaú estava de joelhos, olhando para o infinito, como se estivesse ouvindo instruções, e passou a mão no gramado, arrancou um chumaço de grama, colocou no ferimento, e, ainda seguindo as instruções, enfaixou a cabeça. Depois, solenemente encostou a testa na terra e levantou-se, como que impulsionado por uma mola, entrando vitorioso no campo, sob os aplausos da torcida e a perplexidade do médico e do técnico.
Mais tarde, este gesto de tocar o solo do gramado com a testa passou a ser marca registrada do grande jogador e tinha tanta influência entre os colegas que ninguém se atrevia a colocar os pés no gramado sem que houvesse o toque da sorte, como passou a ser conhecido.
Quando Jaú pendurou as chuteiras e passou a dedicar-se inteiramente à sua missão religiosa, teve realmente de ter o mesmo espírito de luta que sempre lhe acompanhou nas disputas esportivas.
Sua religião era mais discriminada do que ser da raça negra ou então ser corintiano.
Mesmo sem jogar, continuou fazendo, no Pacaembu, toda a vez que o timão fosse jogar, suas "mandingas" no campo para dar sorte aos jogadores.
O radialista Estevam Sangirardi imortalizou a figura de Jaú nos programas que eram apresentados após cada jogo e ninguém reclamava, pois realmente era uma homenagem merecida ao grande guerreiro.
Na religião, não teve tanto reconhecimento, ao contrário, foi o mais discriminado, o mais criticado e o mais perseguido pela polícia, que juntava a bronca de Jaú ter sido grande jogador corintiano com o fato de sua magia ainda ajudar nas grandes partidas.
Foi preso diversas vezes, sob alegação de estar praticando feitiçarias. Passou por muitas torturas, como ficar horas ajoelhado no milho; dias e noites sem comer, recebendo apenas goles de água. "Se ele recebe mesmo espíritos, não precisa comer nem beber", satirizavam os carrascos. Por fim, acabavam libertando-o, pois os filhos-de-santo se aglomeravam defronte à delegacia e, cantando pontos de Umbanda, pediam a libertação de Pai Jaú.
Uma das torturas mais cruéis ocorreu quando o Timão estava disputando uma final e Pai Jaú, ao acabar de fazer sua mandinga de sorte, disse ao técnico que o zagueiro deveria ficar mais solto, pois o gol da vitória estaria em seus pés. Não deu outra e o Timão foi campeão daquele ano. Não mencionaremos o nome do time adversário para não causar constrangimento, pois temos certeza de que o ato praticado por alguns indivíduos não era a vontade de todos os torcedores.
A noite, Pai Jaú estava fazendo seu trabalho espiritual, quando seu pequeno terreiro foi invadido por policiais, que alegaram ter recebido uma denúncia de que no local estavam promovendo uma orgia pela vitória do Timão. Pai Jaú foi arrastado para o camburão e levado para a delegacia, não na mesma de sempre, o que dificultou aos filhos localizarem prontamente e pedirem sua soltura.
Até que fosse encontrado, na noite seguinte, Pai Jaú passou pela humilhação de ficar no "pau-de-arara", levando choques e foi jogado entre marginais de outros times, que o espancaram.
Não satisfeitos, os policiais separaram dez palitos de fósforo, fizeram pontas bem finas e enfiaram, bem devagarzinho, entre as unhas das mãos de Pai Jaú, que nesse momento invocou a proteção do Sr. Ogum.
Foi atendido; quando os carrascos acenderam os palitos, ele começou a ver, nas chamas, uma espécie de luz, formando uma figura de índio. De seus olhos escorreram lágrimas, não de dor e sim de pena daqueles sujeitos que acharam que estavam lhe fazendo um grande mal. Estavam lhe proporcionando passar por um grande milagre espiritual.
Os policiais foram afastados a bem do serviço e nunca mais Pai Jaú foi perseguido pela polícia.
Até os 82 anos, idade em que faleceu, Pai Jaú atendia pessoas todas as quartas-feiras. Todos admiravam seu caboclo, pois sempre vinha do mesmo jeito, independente da idade ou da saúde do velho guerreiro. Na incorporação, seu corpo estirado se elevava mais de um metro do chão e, ao tocar no solo, o caboclo batia a cabeça no chão, no gesto característico do grande Decano.
Como já aconteceu com muitos sacerdotes, por não deixar por escrito sua vontade, após sua morte, no que diz respeito a cerimônia e legados, Pai Jaú sofreu a discriminação e o desrespeito. Seus filhos-de-santo não puderam fazer nada, pois a família, com exceção de seu filho Jair, que nunca havia participado de sua vida, proibiu qualquer cerimonial umbandista e, no dia seguinte ao enterro, sua filha evangélica desmontou o congá, jogou tudo na rua e colocou fogo, sob os olhos atônitos dos vizinhos, que não puderam ou não quiseram interferir.
Terminava assim a trajetória de um homem que honrou seu tempo, seus amigos e seus filhos espirituais, mas que recebeu muito pouco ou quase nada em troca, a não ser sua própria luz na eternidade.
Ao Velho Pai Jaú,
por seu Dia de Glória
Guarulhos/SP - 27 de maio de 1984 - domingo de sol brilhante em praça de esportes apinhada de amigos e companheiros de ontem, hoje e sempre, todos ávidos por abraçar aquela figura simples e humilde, que irradia amor e respeito. A gratidão dos ali presentes se manifesta no riso e nas lágrimas, no abraço fraterno e nas reminiscências.
Uma partida de futebol em sua homenagem, à volta, em torno do gramado sob aplausos comovidos, pois presente estava, bem junto de nós, aquele garoto que confortou e cuidou dos hansenianos, que transmitiu aos seus contemporâneos de outrora a palavra de incentivo à prática esportiva, formadora de homens de corpo e mente sãos, haja vista que, com seu comportamento digno, fazia chegar às consciências os exemplos de uma vida sem mácula, dedicada ao trabalho e ao auxílio fraterno a quantos o procuravam; muita caridade, muita fé e trabalho, sem esmorecimento e sempre olhando para frente. Ali presente; o menino da várzea, o rapaz de campo do matadouro, onde fundou seu primeiro clube esportivo no município; o homem que capitaneou e honrou as cores da camisa do selecionado brasileiro de futebol; o Babalorixá que durante todos esses anos vem praticando e prestando a caridade a todos os irmãos em humanidade, e que no passado a incompreensão e a perseguição inquisitorial algum dia afastou por breves anos daquele município.
Mas, alguns anos são nada diante da eternidade e, neste domingo de sol e reconhecimento do povo, dos amigos e das autoridades ao nosso venerado Pai Jaú, sentia-se nele felicidade e o prazer ao correr a vista à sua volta e rever o cenário, algo modificado pelo tempo e pelo progresso, todavia, aqueles mesmos locais, os companheiros já também encanecidos pelo tempo, e divisava-se em cada rosto a alegria festiva de rever, naquele homem simples e bom, a árvore frondosa de uma existência digna, exemplo vivo do cidadão eterno, quer em sua vida particular, quer na sua vida pública, mais ainda com o emérito sacerdote de uma Umbanda que a cada dia vê crescer em número e representatividade. Ainda hoje as suas palavras são de amor e respeito às crianças e aos idosos, de incentivo aos que temporariamente encontram-se no desespero e, primordialmente, de união entre os seus irmãos de fé e para a humanidade, a fim de que cheguemos todos à paz.
"A nós outros, que temos a felicidade e o privilégio de poder compartilhar os passos de Pai Jaú, fica indelevelmente gravado em nossas mentes suas palavras e ações, sua vida, nomes e acontecimentos que não caberiam em um único livro, mas o exemplo maior de infinita caridade e amor, distribuídos à mancheias que a nossa pequenez permite apenas e mui palidamente tentar imitar. Que Oxalá o abençoe e guarde hoje e sempre. Sua benção Pai Jaú."
Rui N. Chagas
Postado por Ana Paula às 05:22 0 comentários
DIRETRIZES INDIVIDUAIS NOS GRUPOS
Se você foi chamado a cooperar num grupo de atividade cristã, agradeça as oportunidades de servir e esqueça seus direitos imaginários para que a luz do dever resplandeça em seu caminho.
Pagar mensalidade do estilo e colaborar com dinheiro não é difícil; dê o concurso direto de suas forças na obra a realizar.
Guarde para seus companheiros a gentileza de que se sente credor diante deles; a cordialidade é alicerce da paz.
Antes de exigir novas manifestações dos amigos espirituais, não deixe de manifestar, por sua vez, através de atos, palavras e pensamentos, os sublimes valores que já recebeu; se o intercâmbio com o plano invisível é agradável, o trabalho da experiência humana é iminentemente importante.
Aplique os ensinamentos evangélicos no serviço diário a que consagra o coração; se você não está interessado em espiritualizar-se, é inútil que as entidades superiores se sacrifiquem por sua causa.
Não use a crítica, nem a reprovação, faça o bem que estiver ao seu alcance, porque o problema não é o de repetir – “se fosse comigo faria assim” – mas de imprimirmos nossas obrigações pessoais à frente do Cristo.
Não perca tempo reclamando contra a ingratidão, procurando o espinho ou medindo as pedras da estrada; lembre-se de que o seu grupo é também uma orquestra convocada a executar o serviço de Jesus para a Harmonia Divina da vida e, se você não usar o instrumento que lhe compete com a eficiência devida, a música viverá sempre desafinada.
pelo Espírito André Luiz - Do livro Cartas do coração. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.
Postado por Ana Paula às 05:22 0 comentários
O ideal de cada um
“Cada qual de nós, seja de onde for, está sempre construindo a vida que deseja.
Existência é a soma de tudo o que fizemos de nós até hoje.
Toda melhoria que realizarmos em nós, é melhoria na estrada que somos chamados a percorrer.
Toda a idéia que você venha a aceitar influenciará seu espírito; escolha os pensamentos
do bem para orientar-lhe o caminho e o bem transformará sua vida numa cachoeira de bênçãos.
Se você cometeu algum erro não se detenha para lamentar-se; racione sobre o assunto e
retifique a falha havida porque somente assim, a existência lhe converterá o erro em lição.
Muito difícil viver bem se não aprendermos a conviver.
A vida por fora de nós é a imagem daquilo que somos por dentro.
Viver é a lei da natureza, mas a vida pessoal é a obra de cada um.
Toda vez que criticamos a experiência dos outros, estamos apontando
em nós mesmos os pontos fracos que precisamos emendar em nossas próprias existências.
Seu ideal é o seu caminho, tanto quanto seu trabalho é você."
André Luiz (espírito)
Psicografia de Francisco Cândido Xavier.
Postado por Ana Paula às 05:21 0 comentários
quinta-feira, 26 de junho de 2008
ANJOS GUARDIÃES...

Os anjos guardiães são embaixadores de Deus, mantendo acesa a chama da fé nos corações e auxiliando os enfraquecidos na luta terrestre.
Quais estrelas formosas, iluminam as noites das almas e atendem-lhes as necessidades com unção e devotamento inigualáveis.
Perseveram ao lado dos seus tutelados em toda circunstância, jamais se impacientando ou os abandonando, mesmo quando eles, em desequilíbrio, vociferam e atiram-se aos despenhadeiros da alucinação.
Vigilantes, utilizam-se de cada ensejo para instruir e educar, orientando com segurança na marcha de ascensão.
Envolvem os pupilos em ternura incomum, mas não anuem com seus erros, admoestando com severidade quando necessário, a fim de lhes criarem hábitos saudáveis e conduta moral correta.
São sábios e evoluídos, encontrando-se em perfeita sintonia com o pensamento divino, que buscam transmitir, de modo que as criaturas se integrem psiquicamente na harmonia geral que vige no Cosmo.
Trabalham infatigavelmente pelo Bem, no qual confiam com absoluta fidelidade, infundindo coragem àqueles que protegem, mantendo a assistência em qualquer circunstância, na glória ou no fracasso, nos momentos de elevação moral e naqueloutros de perturbação e vulgaridade.
Nunca censuram, porque a sua é a missão de edificar as almas no amor, preservando o livre-arbítrio de cada uma, levantando-as após a queda, e permanecendo leais até que alcancem a meta da sua evolução.
Os anjos guardiães são lições vivas de amor, que nunca se cansam, porquanto aplicam milênios do tempo terrestre auxiliando aqueles que lhes são confiados, sem se imporem nem lhes entorpecerem a liberdade de escolha.
Constituem a casta dos Espíritos Nobres que cooperam para o progresso da humanidade e da Terra, trabalhando com afinco para alcançar as metas que anelam.
Cada criatura, no mundo, encontra-se vinculada a um anjo guardião, em quem pode e deve buscar inspiração, auscultando-o e deixando-se por ele conduzir em nome da Consciência Cósmica.
*
Tem cuidado para que te não afastes psiquicamente do teu anjo guardião.
Ele jamais se aparta do seu protegido, mas este, por presunção ou ignorância, rompe os laços de ligação emocional e mental, debandando da rota libertadora.
Quando erres e experimentes a solidão, refaze o passo e busca-o pelo pensamento em oração, partindo de imediato para a ação edificante.
Quando alcances as cumeadas do êxito, recorda-o, feliz com o teu sucesso, no entanto preservando-te do orgulho, dos perigos das facilidades terrestres.
Na enfermidade, procura ouvi-lo interiormente sugerindo-te bom ânimo e equilíbrio.
Na saúde, mantém o intercâmbio, canalizando tuas forças para as atividades enobrecedoras.
Muitas vezes sentirás a tentação de desvairar, mudando de rumo. Mantém-te atento e supera a maléfica inspiração.
O teu anjo guardião não poderá impedir que os Espíritos perturbadores se acerquem de ti, especialmente se atraídos pelos teus pensamentos e atos, em razão do teu passado, ou invejando as tuas realizações... Todavia te induzirão ao amor, a fim de que te eleves e os ajudes, afastando-os do mal em que se comprazem.
O teu anjo guardião é o teu mestre e amigo mais próximo.
Imana-te a ele.
Entre eles, os anjos guardiães e Deus, encontra-se Jesus, o Guia perfeito da humanidade.
Medita nas Suas lições e busca seguir-Lhe as diretrizes, a fim de que o teu anjo guardião te conduza ao aprisco que Jesus levará ao Pai Amoroso.
Divaldo Pereira Franco.- Momentos Enriquecedores ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis - 1994.
Postado por Ana Paula às 06:44 0 comentários














.jpg)

























